Tudo que a Amanda-de-antes escrevia, era regado à esperança de um dia encontrar alguém que tivesse sido cozido na mesma panela de pressão que eu. adivinhem? parece que encontrei! alguém com a mesma quantidade de sal, água e tempero. sem ovo. sem verdura.
hoje, o amor ainda é uma novidade. aliás, todo dia eu acabo aprendendo um pouquinho sobre essa dádiva. a cada horinha que passa, a gente acaba percebendo quais os melhores (e piores) ingredientes da nossa receita. tira uma chatice daqui, põe uma dedicação ali. aquela camada saturada de briguinhas bobas que ficam em cima, sabe? eu aprendi a tirar direitinho com a colher de pau e fazer ficar tudo novinho e com sabor de feijão fresco.
agora pergunta se eu ensino? desculpa, mas nem dá. cada panela tem sua temperatura, sua pressão. eu entendo da minha e tu entendes da tua, certo? uma dica eu até que posso dar: presta bem atenção no fogão. ele é essencial nessa batalha pelo feijão perfeito.
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii o amor…
O amor é aquele que te deixa na mão
Aquele que não pede pensão (ou não)
O mesmo que te faz dormir relaxado
E também é aquele que não te deixa dormir sossegado
É ele que nos faz perder a cabeça
Ou mesmo, no ajuizar de uma vez
É difícil mesmo é entender
O que realmente se sente quando amor se chega assim de uma vez
E sinceramente, besta daquele
Que não embarca numa dessa…
O coração fica meio trêmulo
Pulsa rápido sem ter nem para quê
E quando a gente pensa que o amor não chega
É aí mesmo que danousse tudo de vez
Por: Amanda Pinheiro
Sobre: Esse danado amor…