que bocona redonda,
e cheia de lentes,
e de sonhos,
e de lembranças,
como flashs das palavras ecoadas,
como obturador das palavras jamais ditas,
que bocona redonda,
tão cheia de si,
tão cheia de cores,
queimando filmes,
preenchendo porta-retratos
mas, que boca
tão pequena,
tão grande,
tão eterna – nem sei,
com gosto de ptialina
como flashs das palavras ecoadas,
como obturador das palavras jamais ditas,
um retrato.
A poesia: Amanda Pinheiro
A fotógrafa fotografada: Évora da Ibéria, de Caruaru, de Recife e do mundo!